Após trocar o capitão da seleção brasileira, passando a braçadeira dos braços de Thiago Silva para o craque Neymar, o treinador Dunga, pela primeira vez, falou à imprensa sobre a mudança, ressaltando que todos os jogadores do selecionado brasileiro devem respeitar a opinião do treinador, como uma escala hierárquica; a alusão foi feita à Thiago Silva, que há dias atrás disse estar chateado pela perda da função.

De acordo com Dunga, não é questão de perder ou ganhar algo na seleção brasileira, frisando que ninguém é dono de nada, ou seja, a seleção é do Brasil, dos jogadores, do povo. Segundo o treinador, no grupo de trabalho do Brasil é necessária a conquista de espaço dia após dia, com muito treinamento, não escondendo em nenhum momento que as decisões são dele.

O treinador gaúcho fez questão de dizer que quando chegou à seleção, tanto Marco Polo del Nero, futuro presidente da CBF, quanto Marín, o atual, lhe deram total liberdade no comando; assim, o trabalho começou do zero, não tinha ninguém com vaga garantida, nem camisa 10, nem camisa 9, nem muito menos capitão, ou seja, tudo vem sendo conquistado.

Outro assunto tratado por Dunga foi em relação a improvisações; de acordo com o capitão do tetracampeonato em 94, uma coisa que não funciona em um grupo é improvisar. Disse sobre a renovação que vem implantando no grupo, mostrando-se satisfeito com o atual leque de opções. O treinador tem escalado tanto jogadores que atuam no exterior quanto no Brasil. Destaque para Diego Tardelli, até então titular absoluto com Dunga.

Sobre esse leque que vem encontrando, citou a substituição de Willian por Douglas Costa, na última partida, contra a Turquia, quando o substituto entrou e "sacudiu" o jogo, mostrando-se disposto e com vontade de fazer parte da atual seleção brasileira. No final de sua fala, citou que a cobrança em seleção é diferente, e que o jogador tem que suportar as mudanças, críticas e pressão.

Por Vinicius Cunha

Dunga fala sobre a troca de capit?o da sele??o brasileira

Foto: Divulgação


Novo camisa 9 da Seleção Brasileira nessa era Dunga, o atacante Diego Tardelli concedeu uma entrevista ao programa "Arena SporTV", do canal SporTV, e o jogador que defende atualmente o Atlético-MG admitiu que os primeiros momentos após a primeira convocação do técnico Dunga tiveram muita desconfiança em relação aos convocados, até pelo desfecho traumatizante para o Brasil na Copa do Mundo, em que o time saiu da competição em quarto lugar e sofrendo 10 gols nos últimos dois jogos.

"Havia muita desconfiança quando eu cheguei. Disseram que o ambiente não era bom, mas o técnico deu confiança aos atletas e foi muito bom o trabalho internamente. A oportunidade é única e quero aproveitar porque o Dunga está sendo coerente. Cheguei a figurar entre os 30 na pré-convocação para o Mundial, mas talvez ainda não fosse a minha hora. É um sonho meu estar numa Copa e sei que tem muita chance disso acontecer, portanto, eu trato essa como a última delas. Me sinto bem para jogar pela Seleção e focado mentalmente. Estou feliz pelo entrosamento com o quarteto e por ter ido bem nos três jogos que participei, espero ter mais oportunidades e conquistar de vez meu espaço no grupo, pois foi melhor do que eu esperava", disse Diego Tardelli, na entrevista.

Tardelli, que tem 29 anos de idade, não vem atuando centralizado como fazia o jogador anterior na posição (Fred, na Copa do Mundo) e foi colocado ao lado de Neymar. Flutuando pelas pontas, o atacante do Galo atua com mais liberdade e abre caminho para quem vem de trás. E foi desse jeito que, na partida válida pelo Superclássico das Américas, contra a Argentina, Tardelli marcou os dois gols da vitória por 2×0 diante dos Hermanos. "Queria ser a referência e o nove da equipe, essa era a minha preocupação. E eu não tenho essas características de disputar e trombar com os marcadores, como fazem o Fred, o Jô e o Henrique (do Palmeiras), por exemplo, que é o que um camisa nove faz. O meu ponto forte é chegar de trás, como fiz no jogo diante do Japão deixando o Neymar na cara do gol, é isso que desejo fazer. Procuro me movimentar dentro das características que tenho. Eu necessitava dessa leitura de jogo porque o futebol está diferente hoje. Eu tinha que fazer algo diferente na Seleção pela cobrança que vinha sendo feita em cima do Fred e de quem fosse o nove da equipe", afirmou o atacante.

O treinador também desejava que o jogador não cumprisse uma função de centroavante fixo, e numa conversa antes do primeiro jogo pediu para que ele se movimentasse em campo, segundo o próprio Tardelli. "O Dunga me deu essa liberdade desde o primeiro jogo. Ele queria que eu me movimentasse em campo e conversou comigo sobre isso antes da primeira partida. Neymar, Willian, Oscar e eu nos movimentamos quando cumpro essa função. Em alguns momentos eu volto mais e o Oscar assume o papel de nove, em outros momentos o Neymar. Confundidos os adversários por a gente ter essa leitura", completou Tardelli.

Nesta quinta-feira (23/10), o técnico Dunga fará mais uma convocação, dessa vez para a disputa de dois amistosos em novembro, um no dia 12, contra a Turquia, e no dia 18, diante da Áustria. Porém, o Atlético-MG pretende pedir a dispensa de Tardelli caso ele seja convocado e o Atlético seja finalista da Copa do Brasil, em que o primeiro jogo da decisão seria no mesmo dia do primeiro amistoso da Seleção.

Por João Calvet

Diego Tardelli na Sele??o Brasileira

Foto: Divulgação


Pelo visto, as polêmicas envolvendo o técnico Dunga, do time gaúcho Internacional, estão longe de acabar.

Desta vez, o técnico durante uma entrevista na Rádio Gaúcha, respondeu à pergunta de Rodrigo Oliveira com certa rispidez. Ao ser questionado sobre as escolhas de jogadores nas últimas escalações do time, ele respondeu que as opiniões dos jornalistas ou dele de nada valia, que o importante mesmo era como a equipe se desenvolvia no campo.

Agregado a isso, ele deixou em aberto a possibilidade desse jornalista estar recebendo presentes ao questionar certos jogadores no time gaúcho. Este mal entendido arrastou a discórdia para o resto da imprensa gaúcha que recebeu esses comentários como agressões e repudiaram a atitude de Dunga.

O repudio a esta atitude com o jornalista da Rádio Gaúcha veio por meio de uma nota publicada pela Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg). Nela, está claro que a atitude de Dunga foi mal vista pelos jornalistas que lamentaram o acontecido, além de defender o colega de profissão.

Como foi referido no inicio do artigo, Dunga coleciona divergências com os jornalistas como o desentendimento com Alex Escobar (Rede Globo) chamando-o por palavras de baixo calão e fechando os treinos da Seleção Brasileira para os meios de comunicação.

Por Melina Menezes


O técnico do Internacional, Dunga, escapou de uma suspensão de até 12 jogos do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS), mas não saiu ileso. Por ter dito haver um complô na Federação Gaúcha para prejudicá-lo, Dunga terá de pagar uma multa de 15 cestas básicas.

No jogo entre Internacional e Esportivo, válido pela semifinal da Taça Piratini (o segundo turno do Campeonato Gaúcho), Dunga foi expulso pelo árbitro Francisco Neto por reclamar acintosamente e, ao deixar o campo de jogo, disse que "Fizeram uma reunião na federação gaúcha para me f*#!", afirmou o técnico na ocasião.

O Internacional não esperou chegar a sentença do técnico Dunga no julgamento. Prevendo uma punição pesada por conta da gravidade das declarações, o clube negociou  um acordo com a Procuradoria do TJD-RS, que sequer vai levar o técnico a julgamento. O acordo prevê apenas a  doação de 15 cestas básicas a instituições de caridade.

O Internacional foi campeão da Taça Piratini no último domingo e, desde o incidente contra o Esportivo, Dunga não voltou a falar mais no assunto. A direção do Inter teria reclamado duramente do treinador.

Por Julio Abreu





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