Maurício Assumpção dá declaração sobre situação do Botafogo



  

Atualmente na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o Botafogo vem lutando para escapar dessa zona na tabela e vem convivendo com uma crise interna, principalmente financeira, mas que gerou também a demissão de quatro atletas que tiveram seus contratos rescindidos (o atacante Emerson Sheik, o zagueiro Bolívar, o lateral-direito e meio-campo Edílson e o lateral-esquerdo Júlio Cesar).

O que também vem se refletindo em maus resultados em campo e, consequentemente, tem atraído pouca torcida ao estádio. Mesmo considerando também a luta dos jogadores pela situação que vem passando, como salários e direitos de imagem atrasados.

Em meio ao um turbilhão de coisas acontecendo e, à frente de tudo isso, tendo que dar satisfações, o presidente do Glorioso, Maurício Assumpção, concedeu uma entrevista ao programa Esporte Espetacular (EE), da Rede Globo.

Entre vários assuntos e questionamentos, ele respondeu perguntas como a possibilidade de rebaixamento do time, porque a demissão de alguns jogadores, a interdição do Engenhão e o prejuízo do clube com essa situação.

Assumpção chamou para si toda a responsabilidade pela atual situação do clube e também a culpa por um possível rebaixamento do time nesse ano. Confira à primeira parte da entrevista concedida pelo presidente e que foi exibida no último domingo (12/10):

– EE: A atual fase do Botafogo, como explicar?

– Maurício A.: "A diretoria contribuiu de alguma forma para isso. Porém, o que aconteceu nos últimos cinco anos de mandato é claramente mascarado por esse último ano".





– EE: Porque hoje a situação do Botafogo é mais dramática em relação aos outros clubes?

– Maurício A.: "O problema mais grave é que o Botafogo tem 100% de penhora desde o início do ano. Alguns clubes não têm 100% de penhora".

– EE: Para o presidente de grande clube, como é não ter acesso às receitas e ver seus funcionários sem receber seus salários?

– Maurício A.: "Não dormir, se emocionar, pensar sozinho, chorar. É mais do que desesperador. Isso faria parte do dia a dia de qualquer ser humano na minha situação e não seria diferente comigo".

Por João de Azeredo Gameiro Alvares Calvet

Foto: divulgação



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