Demissão de Ney Franco do São Paulo



  

O São Paulo já não é mais o mesmo. O time, que dominou o cenário brasileiro nos últimos anos com o tricampeonato brasileiro de 2006, 2007 e 2008, Copa Libertadores da América e Mundial Interclubes, terminou 2012 em ponto de bala, com o título da Copa Sul-Americana, o que lhe garantiu o direito de disputar a Recopa Sul-Americana contra o atual campeão da Libertadores, o Corinthians. E quis o destino aplicar sua assinatura, num jogo marcado pelas falhas dos goleiros Rogério Ceni e Cássio, em lances vistos como fáceis, e a vitória alvinegra por 2 a 1.

O placar rendeu a demissão do técnico Ney Franco. Apontado como peça fundamental na promoção de jovens das categorias de base, Ney Franco vinha de um bom momento quando assumiu o lugar de Emerson Leão, com títulos internacionais com Seleção Brasileira Sub-20. Em pouco mais de um ano à frente da equipe, teve quase 60% de aproveitamento, pouco para um time acostumado a  bons resultados e títulos. Dentro de campo, sobraram itens que culminaram em sua decisão, como as críticas da torcida, um relacionamento não tão bom com alguns jogadores, dentre eles o goleiro e ídolo Rogério Ceni, falta de estilo de jogo e padrão tático, este muito influído pela instabilidade de Paulo Henrique Ganso. Contratado a peso de ouro,  ainda não rendeu na equipe tudo o que dele se espera. Além disso, houve o episódio de jogadores afastados após a eliminação no Campeonato Paulista de 2013 para o Corinthians nos pênaltis, o que levantou a ira da torcida e fez surgir os gritos pela volta de Muricy Ramalho.

O time ocupa atualmente a 6º posição no Campeonato Brasileiro de 2013 e teve neste domingo mais um clássico, contra o Santos sem Neymar, que foi comandado pelo interino Milton Cruz, amigo pessoal de Muricy e funcionário do clube há 15 anos, além de ser o responsável pelas contratações.





Caberá a Milton preparar o ambiente para jogos importantes, contra o Santos e Corinthians, onde precisa reverter o resultado para alcançar o título, além de levantar a autoestima dos jogadores e solidificar o (quase) retorno de Muricy, acalmando assim os torcedores e recolocando o tricolor de volta aos trilhos de onde não deveria ter saído.

Por Junior Almeida



Quer deixar um comentário?

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *